terça-feira, maio 31, 2011

Pequenas mudanças, grandes diferenças

Há um ano atrás eu estava passando por uma situação bem delicada. Não conseguia terminar a faculdade, vivia trancada em casa, isolada. Sentia uma tristeza tão profunda que que a única coisa que eu fazia na vida era dormir (e comer). Só quando minha vida realmente parou foi que notei que algo não estava bem.

Apesar de só ter notado tudo em 2010, desde 2005 as coisas já não estavam bem, eu só não tinha percebido. É difícil perceber.

Nesta época, comecei a buscar soluções e para a obesidade pensei na possibilidade de fazer gastroplastia.

Mas se era recomendada ou não só um médico poderia me responder. Então, foi o que fiz, busquei opinião médica.

Quando saí do consultório do cirurgião saí com uma decisão tomada e consciente que passaria por mudanças radicais que exigiriam um compromisso muito grande.

Meu pré-operatório durou 1 ano. Ao longo deste tempo, com o auxílio da psicóloga da equipe, comecei a colocar ordem na "casa". Terminei a faculdade, parei de me isolar, melhorei muito a tristeza que sentia e consegui fazer alterações na minha dieta. Foram pequenas mudanças mas que fizeram grande diferença para mim, pequenas conquistas que tenho certeza que foram muito importantes.

A cirurgia já está bem pertinho, e me sinto mais preparada e consciente da minha decisão. Colocar em ordem algumas “coisinhas” dá um trabalhão danado, demora um bocado, mas sem dúvida alguma, para mim, valeu muito a pena.

domingo, maio 29, 2011

Comida certa, na hora exata

Vi esta reportagem na revista Corpo a Corpo deste mês e achei bem legal. 

O que comer, quando e por que? Se no momento de responder a essas perguntas bate a dúvida, seus problemas acabaram. Acompanhe nossas dicas e acerte os ponteiros com a sua alimentação!

Quando o assunto é alimentação, nosso organismo funciona como um verdadeiro relógio. E para manter a saúde em dia e a silhueta sempre enxuta, é preciso respeitar com pontualidade e escolhas adequadas na hora de abastecê-lo. Não precisa franzir a testa de preocupação: a tarefa é mais simples do que parece. Que tal verificar a despensa e saber exatamente em que momento do dia consumir cada item? Pedimos a experts no assunto para indicarem alguns alimentos cujos benefícios são mais bem aproveitados se consumidos em horários determinados. Há opções para todos os gostos. As sugestões foram feitas com base nas seis refeições diárias recomendadas para um regime saudável, totalizando 1.600 calorias. Siga as dicas e comprove: dá, sim, para acertar os ponteiros com a sua alimentação. E o melhor: com a balança também!

das 7h às 8h

As escolhas matutinas devem conter nutrientes capazes de estimular o metabolismo e fornecer energia às atividades. O ideal é consumir por volta de 400 calorias.

Cereais integrais (aveia, granola, flocos de milho)
Fontes de carboidratos complexos, esses alimentos saciam e ainda garantem energia para a jornada que vem pela frente. Existem vários tipos e sabores, mas fique atenta aos cobertos de açúcar, que costumam ser mais calóricos e pobres nutricionalmente.

Mamão, ameixa e goiaba com casca
Fontes de fibras super bem-vindas para ajudar na digestão e no funcionamento intestinal. Essas frutas também ajudam a suprir as necessidades de vitaminas e minerais e adoçam o paladar de forma saudável.

Pão ou bolo integrais
Uma porção destes carboidratos mantém o cérebro em alerta - esse é o único órgão que depende desse nutriente para funcionar adequadamente. Outra vantagem: "Até o final de um dia cheio de atividades, você já queimou todas as calorias presentes nesses alimentos", diz Juliana Lucena, nutricionista do Espaço Orgânico BioGourmet (SP).

Café
A bebida ajuda a dar aquela acordada. Só não exagere na quantidade, pois ela contém cafeína, estimulante do sistema nervoso central que pode deixála mais ansiosa ao longo do dia. E você sabe: da ansiedade à compulsão é um pulinho. Uma xícara com adoçante é o suficiente para o start.

Iogurte com probióticos
Contém micro-organismos que regulam o intestino. Sua digestão é lenta e traz saciedade prolongada.

das 10h às 11h
Um lanchinho antes do almoço mantém o metabolismo ativo e impede que você chegue à mesa morrendo de fome. Cerca de 80 calorias já são suficientes.

Frutas vermelhas
Opções como cereja, romã, jabuticaba e mirtilo são consideradas reguladoras das funções do organismo. Fontes de fibras e vitaminas, ainda protegem a pele contra o envelhecimento precoce. Tudo isso, é claro, sem pesar!

Sucos diuréticos
Eles saciam, desintoxicam, hidratam, mandam o inchaço embora e, por serem ricos em fibras, ainda regulam o intestino. Prove uma mistura de água de coco, salsinha e framboesa. Outra opção é o tradicional abacaxi com hortelã.

Salada de frutas com quinoa
A dupla dinâmica vai acelerar seu metabolismo, evitar a produção excessiva de insulina (cujos picos levam à fome) e preencher seu estômago até o almoço.

Banana
A fruta tem a fama de ser engordativa, mas não é bem por aí. Se consumida com moderação e na hora certa, ela pode até auxiliar o emagrecimento. Como acelera o trânsito intestinal, a absorção de alguns nutrientes diminui, como é o caso da gordura e da glicose. Quando quiser dar uma variada, salpique canela, que tem efeito termogênico, e leve ao micro-ondas. Fica irresistível!

das 13h às 14h
Nesta refeição, mais completa, você pode consumir carboidratos, leguminosas, proteínas. Mas nada de exageros: fique em torno de 560 calorias e não sobrecarregue.

Vegetais em geral
Ajudam a controlar o nível de açúcar no sangue, suas fibras promovem saciedade e ajudam a eliminar mais facilmente as gorduras ingeridas.

Folhas verdes
Ricos em magnésio, o espinafre, a couve-manteiga, a rúcula, o agrião e a escarola evitam a compulsão por doces. Uma mão na roda para quem quer perder peso! Para completar, são fontes de folato, vitamina usada pelo cérebro para produzir o hormônio do bem-estar, a famosa serotonina.

Arroz integral
Por conter maior teor de fibras em comparação ao branco, mantém a saciedade por mais tempo e auxilia no bom funcionamento intestinal.

Feijão, soja, lentilha e grão-de-bico
Ajudam a reduzir a cinturinha. Isso graças às fibras solúveis e às proteínas, componentes que evitam os picos de insulina que fazem o corpo reter gordura, especialmente na região abdominal.

Carne
Vá de carnes magras, pois a gordura saturada dificulta a digestão. Frango, alcatra, patinho, pescada e atum são boas pedidas.

COMER PEQUENAS PORÇÕES, EM MÉDIA A CADA TRÊS HORAS, É UM DOS SEGREDOS PARA MANTER A QUEIMA DE CALORIAS A TODO O VAPOR.

das 16h às 17h
Para evitar que o organismo fique horas demais sem glicose e controlar a fome na refeição seguinte, opte por alimentos que possuam até 80 calorias para o lanche da tarde.

Oleaginosas
Um mix delas (2 castanhas-do-pará + 3 nozes + 2 macadâmias) significam gorduras benéficas ao organismo, como o ômega-3, e ajuda extra para reduzir a circunferência abdominal. "Isso sem contar que segura bem o apetite até o jantar", lembra Elaine de Pádua, nutricionista da clínica DNA Nutri (SP).

Frozen iogurte
Sem a cobertura, que é cheia de açúcares, é uma opção saudável e gostosa. Pobre em gordura e rico em cálcio, ou seja, bom para a forma física e para os ossos.

Pera
Riquíssima em água e fibras e com poucas calorias, aumenta a sensação de saciedade, ajuda a regular o intestino, tem potássio e auxilia na redução da pressão arterial. Nutrientes na medida exata para essa altura do dia.

Água de coco
Um copo engana bem a fome, sem contar as baixíssimas calorias e o potássio, que ajuda a evitar as cãibras. É tomar e preparar o corpo para se jogar na malhação, sem contratempos!

das 19h às 20h
Neste período, a ideia é facilitar a digestão, já que o metabolismo torna-se mais lento. A pedida são os alimentos mais leves, consumidos pelo menos três horas antes de dormir. Cerca de 400 calorias são ideais.

Brócolis no vapor
Com baixo teor calórico e alto valor nutritivo, contém triptofano, que vai atuar no organismo e melhorar o astral no dia seguinte.

Omelete
Superleves, as proteínas do ovo promovem saciedade. A substância colina deixa unhas e cabelos mais saudáveis. E dá para enriquecer o prato com vegetais e frios.

Outras proteínas
As preparações assadas ou cozidas são bem-vindas, por serem mais levinhas. Uma porção de carne de panela, frango assado com alecrim, pescado no forno ou salmão gratinado com ervas acompanha bem uma salada colorida.

Sanduíche de frios
Peito de peru ou blanquet de frango + pão integral + alface + tomate combinam leveza e poucas calorias para facilitar a digestão.

das 22h às 23h
A ceia possibilita a manutenção dos níveis glicêmicos durante o período de sono, quando não comemos nada. Para não errar a mão, foque nos alimentos com cerca de 80 calorias.

Frutas secas
Damasco, ameixa e uva são ótimos para dar um último pico de energia e controlar a fome sem prejudicar o sono. Modere na quantidade: seis unidades estão de bom tamanho.

Abacate
Acredite: duas colheres de abacate são excelentes para relaxar o corpo. Por ser rica em beta-sitosterol, a fruta ainda regula o colesterol. Só não exceda a dose, porque pode pesar e causar o efeito contrário.

Iogurte desnatado
Com baixo teor de gordura, não pesa no estômago e, portanto, não faz você ficar revirando na cama, em busca do sono perdido. Pode tomar sem receio!

sexta-feira, maio 20, 2011

A motivação que vem de dentro

A motivação é o segredo do entusiasmo. É o aditivo que faz da vontade uma força que não se deixa intimidar.

A falta de motivação tem sido a causa de talentos que se perdem, diamantes que permanecem no fundo da terra, em estado bruto, privando o mundo do seu esplendor.

Uma pessoa motivada não abre espaço para pensamentos de derrota, não se deixa desanimar pelo pessimismo, nem se influenciar pelo que os outros pensam. Sabe que algo só é impossível até que alguém o torne possível.

A pessoa motivada não se detém diante das dificuldades. Por isso, responde de uma forma completamente diferente a uma situação de stress do que outra, desmotivada.

Situações adversas são encaradas como temporárias e estimulam a pessoa motivada a encontrar respostas aos desafios que surgem.

É a motivação que permite que alguém trabalhe ho ras a fio sem sentir cansaço, que faz com que o atleta persista no treinamento mesmo com os pés feridos. É o que leva uma pessoa a superar seus limites obstinadamente, como se estivesse sob o efeito de uma substância poderosa e irresistível, transformando o processo de conquistar um objetivo numa aventura maravilhosa.

Em contrapartida, alguém desanimado e descrente do próprio poder pode ter uma noção do seu potencial, mas não encontra forças para fazer algo dele.

O segredo da determinação.

Depois de escolher um objetivo e tomar a decisão de entrar em movimento para alcançá-lo, você precisará de determinação para seguir adiante.

Uma vez que tenha definido o que deseja, ninguém mais, sem o seu consentimento, terá poder para afastá-lo da sua meta. Mas, a não ser que esteja determinado a ultrapassar obstáculos, superar dificuldades e prosseguir,correrá o risco de desistir na primeira curva do caminho.

Precisará ter um propósito forte o bastante para manter a determinação de chegar lá, mesmo qua! ndo as c ondições se tornam adversas. Isso o ajudará a manter um estado físico e emocional favorável às ações que precisa tomar.

A determinação está ligada à motivação e à perseverança de manter o objetivo em mente até conquistá-lo. Sem desistir, caminhando passo a passo, com foco no alvo desejado é ter perseverança.

Não importa o que as outras pessoas façam ou não, você não depende de estímulos externos para se manter motivado.
Ainda que alguém não cumpra compromissos com os quais você contava para seguir adiante, mesmo que pessoas lhe neguem apoio, que as circunstâncias mudem, ou se tornem hostis aos seus planos, busque a motivação para continuar dentro de você e conseguirá alcançar seu objetivo.

A motivação é um estado interno que filtra os acontecimentos e faz com que tudo seja transformado em estímulo para seguir na direção desejada.

Mantendo a motivação em alta: o entusiasmo que vem do coração.

O cientista que persegue em sua pes quisa até descobrir o que procurava, participa da evolução da ciência. O artista que não desiste até encontrar a nota perfeita que transforma em música, alcança o estado da arte. O empreendedor que supera todas as dificuldades até fazer do seu sonho uma realidade, impulsiona o progresso econômico e gera empregos.

Embora seja bom receber apoio, a sua força está na própria capacidade de se auto-motivar.

Quem espera estímulo externo para se motivar se coloca numa posição de dependência que enfraquece a vontade. Não importa o que os outros digam, a não ser que o entusiasmo nasça no coração e seja uma expressão da energia interior, a motivação poderá cair no chão a qualquer momento.

A diferença entre buscar no mundo força para seguir em busca do seu objetivo, e produzir internamente a motivação é a diferença entre precisar buscar água no rio cada vez que se tem sede e ter uma fonte no próprio terreno com um sistema que traz essa água através de torneiras em d iversos cômodos da casa.

Andar em boa companhia.
Aquele que desiste antes de conseguir, em geral, mantém a mente nas dificuldades e dá lugar ao medo e permitindo que outras pessoas ou circunstâncias o desanimem.

Pessoas que aprendem a se auto- motivar não andam em companhia de gente derrotista. Mantém-se afastadas dos que têm o hábito de se lamentar e culpar o mundo pelo que não deu certo em suas vidas.

A pessoa auto- motivada se visualiza vencendo, mesmo diante das derrotas temporárias, e termina por vencer no final.

Em vez de dar ouvidos aqueles que vêem dificuldade em tudo, buscam exemplos de pessoas que superaram limites e realizaram seus projetos. Escolhem com cuidado aquilo o que permitem entrar em sua mente. De leituras a programas de tv. Recusam-se a ouvir conversas negativas e não permitem que sua mente se detenha em comentários pessimistas ou maldosos.

Quem sabe se motivar mantém a energia elevada e constrói a sua fórmula de sucesso: única, pessoal e intransferível.

Jael Coaracy

Os benefícios de monitorar o que se come



Alguma vez você parou para anotar a quantidade de comida que ingeriu durante o dia? Alguns estudos científicos sugerem que anotar tudo o que se come ajuda a perder peso e não voltar a engordar.

Isso porque é uma forma bem eficiente de mostrar no concreto o que a fez engordar. Na grande maioria das vezes achamos que comemos pouco, mas ao anotar tudo o que se come, detectamos muitos erros alimentares, que aos poucos vai se somando e alterando aos poucos os ponteiros da balança.

Ao visualizarmos o que ingerimos, fica claro que a única pessoa responsável por estar acima do peso é você mesma. Mesmo você sabendo que você é o que come, anotar tem seu diferencial, cai a responsabilidade em suas mãos, e você se torna bem mais consciente do que está ingerindo.

Vamos tentar?

Escolha um local para anotar, pode ser uma caderneta, folhas de papel avulsas, caderno, computador, celular. Hoje existem alguns programas na internet que facilitam essas anotações, já lhe passando a quantidade de calorias ingeridas e sugestões.

Coloque o dia, os horários e a quantidade ingerida de cada comida. Vale colocar também as bebidas e os lanches intermediários.

Aproveite para notar seu dia, como foi, o que sentiu. Vai poder avaliar com mais critério o que comeu, onde exagerou e qual a relação dos aspectos emocionais no seu comportamento alimentar.

Vamos lá, está esperando o que para começar, a hora é agora!


Psicóloga Luciana Kotaka
Especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares
Curitiba -PR

quinta-feira, maio 19, 2011

Você tem compulsão alimentar?



Teste se essa é causa do seu aumento de peso.

Dificuldade para controlar a alimentação em algumas situações e impulso incontrolável para ingerir determinados alimentos podem ser sintomas de distúrbio alimentar.
Avalie seu grau de compulsão. O resultado é útil na avaliação do seu caso, mas não permite um diagnóstico específico, que só poderá ser feito por um médico ou psicólogo especialista no assunto.
Pegue lápis e papel e vá anotando os números e as letras das respostas depois confira no final a Pontuação e o Resultado do teste de compulsão alimentar.

01
A. Não me sinto constrangido com meu peso ou o tamanho do meu corpo quando estou com outras pessoas.
B. Sinto-me preocupado sobre como pareço para os outros, mas isto, normalmente, não me faz sentir desapontado comigo mesmo.
C. Fico constrangido com minha aparência e meu peso, o que me faz sentir desapontado comigo mesmo.
D. Sinto-me muito constrangido com meu peso e freqüentemente sinto muita vergonha e desprezo por mim. Tento evitar contatos sociais.

02
A. Não tenho nenhuma dificuldade para comer devagar, de maneira apropriada.
B. Embora pareça que eu devore os alimentos, não me sinto empanturrado por comer demais.
C. Às vezes, tendo a comer rapidamente e sinto-me mito cheio depois.
D. Tenho o hábito de engolir a comida sem mastigá-la. Quando isto acontece, em gral fico empanturrado.

03
A. Sinto-me capaz de controlar meus impulsos para comer, quando eu quero.
B. Sinto que tenho falhado em controlar meu comportamento alimentar, mais do que a média das pessoas.
C. Sinto-me totalmente incapaz de controlar meus impulsos para comer.
D. Por me sentir tão incapaz de controlar meu comportamento alimentar, entro em desespero tentando manter o controle.

04
A. Não tenho hábito de comer enquanto estou chateado.
B. Às vezes eu como enquanto estou chateado, mas, frequentemente, sou capaz de de me ocupar ou afastar minha mente da comida.
C. Tenho o hábito regular de comer quando estou chateado, mas de vez em quando posso usar alguma outra atividade para afastar minha mente da comida.
D. Tenho o forte hábito de comer quando estou chateado. Nada parece me ajudar a parar com este hábito.

05
A. Normalmente quando como alguma coisa é porque estou fisicamente com fome.
B. De vez em quando como alguma coisa por impulso, mesmo quando não estou com fome.
C. Tenho o hábito regular de comer alimentos que não gosto para satisfazer uma sensação de fome, mesmo que fisicamente não necessite de comida.
D. Mesmo que não esteja fisicamente com fome, tenho uma sensação de fome na boca que só parece ser satisfeita quando como um alimento, tipo um sanduíche, que enche a mina boca. Às vezes quando como o alimento para satisfazer minha "fome na boca", em seguida o cuspo, assim não ganharei peso.

06
A. Não sinto qualquer culpa ou ódio de mim depois de comer demais.
B. De vez em quando sinto culpa ou ódio de mim depois de comer demais.
C. Quase o tempo todo sinto muita culpa ou ódio de mim depois de comer demais.

07
A. Não perco o controle total da minha alimentação quando estou em dieta, mesmo após períodos em que como demais.
B. Às vezes, quando estou em dieta e como algo proibido, sinto que estraguei tudo e como ainda demais.
C. Frequentemente, quando como demais durante uma dieta, digo para mim: "agora que estraguei tudo, por que não ir até o fim?"
D. Tenho o hábito regular de começar dietas rigorosas, mas quebro as dietas entrando numa compulsão alimentar. Minha vida parece ser ou "uma festa" ou "um morrer de fome".

08
A. Raramente como tanta comida a ponto de me sentir desconfortavelmente empanturrado depois.
B. Normalmente, cerca de uma vez por mês, como uma quantidade de comida que acabo me sentindo muito empanturrado.
C. Tenho períodos regulares durante o mês, quando como grandes quantidades de comida, seja na hora das refeições ou nos lanches.
D. Como tanta comida que, regularmente, sinto-me bastante desconfortável depois de comer e, algumas vezes, um pouco enjoado.

09
A. Em geral, minha ingestão calórica não sobe a níveis muito altos, nem desce a níveis muito baixos.
B. Às vezes, depois de comer demais, tento reduzir minha ingestão calórica para quase nada, para compensar o excesso de calorias.
C. Tenho o hábito regular de comer muito à noite. Parece que minha rotina não é ter fome de manhã, mas comer demais à noite.
D. Na minha vida adulta tenho tido períodos, que duram semanas, em que praticamente me mato de fome. Isto de segue a períodos em que como demais. Parece que vivo uma vida ou de "festa" ou de "morrer de fome".

10
A. Normalmente sou capaz de parar de comer quando quero.
B. De vez em quando, tenho uma compulsão para comer que parece que não posso controlar.
C. Frequentemente tenho fortes impulsos para comer que parece que não sou capaz de controlar, mas em outras ocasiões posso controlar meus impulsos.
D. Sinto-me incapaz de controlar impulsos para comer. Tenho medo de não ser capaz de parar de comer por vontade própria.

11
A. Não tenho problema algum para parar de comer quando me sinto cheio.
B. Normalmente posso parar de comer quando me sinto cheio mas, de vez em quando, comer demais me deixa empanturrado.
C. Tenho um problema para parar de comer e, normalmente, sinto-me empanturrado depois da refeição.
D. Por eu ter o problema de não ser capaz de parar de comer quando quero, às vezes tenho que provocar o vômito, usar laxativos e/ou diuréticos para aliviar minha sensação de empanturramento.
12
A. Parece que como tanto quando estou com os outros como quando estou sozinho.
B. Às vezes, quando estou com outras pessoas, não como tanto quanto quero pois me sinto constrangido com meu comportamento alimentar.
C. Freqüentemente como uma pequena quantidade de comida quando outros estão presentes, pois me sinto muito embaraçado com meu comportamento alimentar.
D. Fico tão envergonhado por comer demais que escolho horas para isso, quando sei que ninguém me verá. Sinto-me como uma pessoa que se esconde para comer.

13
A. Faço três refeições ao dia com apenas um lanche ocasional entre elas.
B. Faço três refeições ao dia, mas normalmente, lancho entre elas.
C. Quando faço lanches pesados, tenho o hábito de pular as refeições regulares.
D. Há períodos regulares em que parece que estou continuamente comendo, sem refeições planejadas.

14
A. Não penso muito em tentar controlar impulsos indesejáveis para comer.
B. Pelo menos em algum momento, sinto que meus pensamentos estão "pré-ocupados" com controlar meus impulsos para comer.
C. Freqüentemente, sinto que gasto muito tempo pensando no quanto comi ou tentando não comer mais.
D. Parece que a maior parte das horas em que passo acordado estão "pré-ocupadas" pensando sobre comer ou não comer. Sinto como se estivesse constantemente lutando para não comer.

15
A. Não penso muito sobre comida.
B. Tenho fortes desejos por comida, mas só duram curtos períodos de tempo.
C. Há dias em que parece que não penso em mais nada a não ser comida.
D. Na maioria dos dias meus pensamentos parecem estar "pré-ocupados" com comida. Sinto como se vivesse para comer.

16
A. Normalmente sei se estou ou não fisicamente com fome. Como a porção certa para me satisfazer.
B. De vez em quando fico em dúvida se estou ou não fisicamente com fome. Nestas ocasiões é difícil saber quando deveria comer.
C. Mesmo que soubesse quantas calorias deveria ingerir, não tenho idéia de qual a quantidade "normal" de comida.
Pontuação

01
A=0
B=0
C=1
D=3
02
A=0
B=1
C=2
D=3
03
A=0
B=1
C=2
D=3
04
A=0
B=0
C=0
D=2
05
A=0
B=1
C=2
D=3
06
A=0
B=2
C=3

07
A=0
B=2
C=3
D=3
08
A=0
B=1
C=2
D=3
09
A=0
B=1
C=2
D=3
10
A=0
B=1
C=2
D=3
11
A=0
B=1
C=2
D=3
12
A=0
B=1
C=2
D=3
13
A=0
B=0
C=2
D=3
14
A=0
B=1
C=2
D=3
15
A=0
B=1
C=2
D=3
16
A=0
B=1
C=2




Resultados:

Menor ou igual a 17
Provavelmente você tem compulsão alimentar ou a tem com intensidade leve.
Pessoas sem compulsão geralmente são capazes de controlar impulsos alimentares e comem mais pelo prazer do que pela falta de controle. Reavalie seus hábitos alimentares e planeje melhor o horário, qualidade e quantidade das refeições.

Entre 18 e 26
Você provavelmente é um comedor compulsivo moderado.
Esses pacientes têm mais episódios esporádicos de descontrole, mas são freqüentemente capazes de controlar os ataques de comer. Costumam ser mais tolerantes com seus exageros e não se sentem tão culpados. São necessários a avaliação e o acompanhamento nutricional, endocrinológico e psiquiátrico.

Maior ou igual a 27
Você provavelmente tem Compulsão Alimentar Grave.
Esses pacientes costumam ter alterações importantes de comportamento alimentar e seu humor é mais instável que o dos obesos sem compulsão. Sentem muita culpa e raiva após o episódio devido ao terrível sentimento de perda de controle. São os que tentam as dietas mais restritivas e os que mais se preocupam em controlar a alimentação, o que freqüentemente desencadeia um episódio de compulsão. Geralmente têm grandes dificuldades na adesão ao tratamento, abandonando-o freqüentemente. O tratamento deve ser realizado por um especialista ou equipe multidisciplinar. Diversos medicamentos já foram aprovados para o tratamento de Compulsão alimentar, porém todos necessitam de acompanhamento médico permanente.

Fonte:
Revista Galileu . Edição 160 . Novembro de 2004