quinta-feira, setembro 29, 2011

Avaliação e laudo psicológico



Para algumas pessoas passar por entrevistas com um psicólogo é algo tranquilo, para  outras não. Eu fazia parte desta parcela de pessoas que se sentia extremamente incomodada com o fato de se submeter a uma avaliação psicológica. Era uma mescla de  medo de ser analisada e julgada com uma pitada de preconceito. 

Como já havia decidido fazer a cirurgia, marquei uma consulta com a psicológa da equipe do cirurgião. Confesso que que fui a este primeiro encontro um pouco receosa.

Mas logo na primeira sessão fui positivamente surpreendida, encontrei uma profissional totalmente diferente do que eu imaginava. Encontrei uma mão amiga, generosa, atenciosa que me ajudou de uma maneira que meu preconceito e ignorância nunca imaginariam. Com ela, nunca me senti analisada ou julgada, ao contrário, sempre me senti auxiliada e totalmente a vontade para falar tudo o que sentia em relação a minha obesidade. 

Hoje eu percebo o quanto que as sessões com a psicológa  foram importantes para mim. Nelas eu recebi orientações, tirei dúvidas, falei e fui escutada, me conscientizei definitivamente sobre os prós e contras da minha decisão e saí de lá muito mais segura.

Acredito que cada profissional tem uma maneira de realizar a avaliação, a minha foi feita através de entrevistas, questionário de histórico de vida, testes, observações, escutas, intervenções verbais, observação e registro dos hábitos alimentares. Aproveitei bastante as sessões.

As sessões tem o objetivo de obter a avaliação psicológica para a cirurgia, por isso acredito que é bastante importante procurar, de preferência, um profissional com experiência em transtornos alimentares (obesidade e cirurgia bariátrica), pois ele poderá te auxiliar muito melhor. 

A dica que deixo é: se na primeira sessão você não se sentir a vontade com o profissional, mude! Você necessitará do apoio de um bom profissional, e sem dúvida nenhuma é fundamental sentir simpatia, é necessário sentir-se confortável para falar, para ter confiança.

Aproveite as sessões, faça perguntas, diga o que sente, diga seus medos e expectativas e depois comprove você mesmo como estas sessões vão realmente fazer a diferença no seu processo pré e pós cirúrgico.

Tenho que usar CPAP, e agora?



Depois de fazer duas polissonografias e descobrir que tenho apnéia grave, meu pneumologista me recomendou o uso CPAP. Eu conheci este aparelho quando fui fazer a segunda polissonografia. Utilizando o ar ambiente ele faz uma pressão continua nas vias aéreas respiratórias de maneira que elas sempre ficam abertas, eliminando, assim, a apnéia.

Como a recomendação era utilizar somente por um mês, comprar não estava nos planos, o melhor seria alugar. Então comecei a buscar um lugar para alugar o aparelho. Fui a estas lojas que vendem produtos hospitalares, mas elas só vendem, não alugam.

Depois de um tempo procurando me indicaram uma a loja especializada. Aluguei um aparelho simples por um mês (R$ 150,00).  Mas as máscaras não podem ser alugada, devem ser compradas e ela sim são caras.  Consegui uma máscara mais em conta (R$ 150,00), todas as demais custavam entre R$300 e R$ 600, eu achei bem caras.  

Na loja mesmo elas ajustaram o aparelho na pressão adequada para mim, me ensinaram a utilizar o aparelho, a limpar os acessórios, tudo bem explicadinho. 

A noite, ajustei a máscara, liguei o aparelho e senti uma sensação estranha, um pouco incomoda de não poder dormir livremente. Mas de manhã já sentia diferente, não acordei cansada e não senti sono durante o dia.

Nas semanas seguintes me senti outra pessoa, muito mais disposta, descansada, sem sono diurno, sem a necessidade de dormir tantas horas,  e já nem me incomodava o fato de dormir com a máscara, me acostumei.

Se o seu médico te recomendou o uso do CPAP  não fique na dúvida, use! Não pense que é bobagem, use! Você vai sentir a diferença logo na primeira semana, e depois que você estiver adaptada ao uso da máscara vai se sentir melhor ainda.