domingo, março 25, 2012

5º mês


Dia 20/03 completei 5 meses de gastro e até agora eliminei 34 quilos. Oba! (:
Neste último mês tive que comprar algumas roupas porque as que tenho já não cabem mais. E foi então que percebi uma coisa, q
uando vou comprar roupa eu ainda só olho os tamanhos que usava antes, só num segundo momento é que cai a ficha. Mas o mais estranho, sem dúvida, é o fato que eu só percebo as mudanças através de fotos. Olha que coisa doida, quando me olho no espelho não percebo tanto as mudanças como eu percebo nas fotos. Me olho no espelho e normal, vejo uma foto e fico espantada. É uma sensação muito louca. Acontece isso com alguma de vocês?

domingo, março 18, 2012

Efeito platô ou algo que estou fazendo errado?

A balança brigou comigo. Brigou feio. Não consigo sair da casa dos 80 quilos por nada neste mundo. Já vai completar um mês nesta situação e me sinto bastante angustiada. Estou seguindo a dieta da nutricionista direitinho e fazendo exercícios físicos 5 vezes na semana. E o fato destes 4 quilos não irem embora me apavora.
A  última vez que visitei o cirurgião ele me disse que meu corpo começaria a eliminar 1 quilo ou 1,5 quilo por mês a partir de agora. Mas o que está me deixando louca é que o ponteiro não desce. Fica lá, no mesmo peso sempre. E quando desce na semana seguinte volta a aos apavorantes 84 quilos. E não sei mais o que fazer e nem sei se na verdade tenho algo a fazer a respeito. As pessoas me dizem que estou ansiosa demais, e talvez eu esteja mesmo. O fato é que vou lá na nutricionista esta semana, vou falar com ela, ver se ela me ajuda em algo. Estou bem chateada e sinto um medo enorme, muito medo mesmo de ficar assim e não atingir minha meta pessoal.

quinta-feira, março 08, 2012

Medicamentos pós

 Há uns dias atrás visitei o cirurgião e ele me prescreveu um remédio chamado Pariet. Ele me disse para tomá-lo por dois meses para evitar problemas (considerando que tive gastrite leve pós cirurgia).  Ontem fui  verificar o preço do remédio e quase caí de costas, ele custa R$ 196,00.  É muito caro! O Nexium que é um medicamente similiar também é caro pra caramba. E o pior é que tem a alimentação. outros medicamentos e os suplementos que também são carinhos. Gente, estou assustada. Que locura! Com vocês também é assim?  Vocês tiveram esse baque no orçamento com medicamentos, suplementos e alimentação?  

terça-feira, março 06, 2012

Uni duni tê, o escolhido foi você


Essa semana tive que decidir qual contraceptivo vou usar a partir de agora. A minha menstruação está precisando de uma regulada, o fluxo anda fora do normal e durando mais de 7 dias. Estava um pouco inquieta porque havia escutado um montão de coisas sobre a pílula (que não funciona mais depois da cirurgia) e a injeção (que engorda). Confusa até não poder mais e com plena consciência de3 que uma gravidez agora me traria sérias consequências, fui investigar. Achei no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica a resposta a minha dúvida: "É aconselhado que se evite o uso do anticoncepcional oral nos dois primeiros anos após a cirurgia bariátrica. A distribuição de hormônios fica comprometida nesse período e, por isso, esse método deixar de ser eficaz."

Então procurei o meu médico e falei com ele, não só sobre isso mas também sobre o fato que havia feito a cirurgia com o objetivo de eliminar o excesso de peso, e além de evitar uma gravidez não planejada eu não queria engordar ou parar de emagrecer. Então ele me prescreveu um contraceptivo em adesivo de uso semanal. A caixa vem com 3 adesivos anticoncepcionais e seu uso é muito simples. A cada semana você troca um adesivo, se no final da terceira semana você decidir que não quer menstruar você segue com o uso do adesivo na quarta semana. Se você optar por menstruar você deixa de usar o adesivo por uma semana, voltando a usá-lo na semana subsequente.
O problema desde adesivo é que ele é caro, custa em torno de 55 reais, além de só ter eficácia total em pacientes com menos de 90 quilos. A favor dele tem o fato que ele não retém líquidos e o seu emagrecimento não fica comprometido.

Pesando os prós e contras eu me decidi por ele porque o injetável me deixou com medo de engordar, a pílula foi descartada, e só camisinha eu não confio. Vou tentar este e ver como meu corpo vai se adaptar.

domingo, março 04, 2012

O primeiro G a gente nunca esquece


Há uns dias atrás fui ao cinema com minha sobrinha, uma amiga e minha cunhada assistir A bela e a fera 3D. Saí de lá encantada, sempre gostei do filme e o achei muito mais lindo em 3D. 

Depois que saímos do cinema começamos a olhar algumas vitrines. Em uma dessas vitrines vi um vestido que adorei, com um preço que nem eu acreditei. Mas a loja em questão não era de roupas especializada em tamanhos grandes e eu fiquei na dúvida se entrava ou não. Tinha receio de escutar novamente o tão temido "não tem do seu tamanho".  Então pensei, que o melhor  era esperar mais alguns meses para comprar roupas. Mas minha cunhada me animou e eu acabei entrando. 

Uma vendedora veio me atender e eu lhe disse meio desconcertada que queria provar o vestido que havia visto na vitrine. Ela tranquilamente foi buscar o vestido e com a cara afogueada entrei no vestiário para experimentá-lo. Para minha surpresa o vestido coube e eu simplesmente não podia acreditar, só podia ser um sonho, um vestido G coube me mim!

Fiquei empolgada e pedi a vendedora para experimentar mais 3 vestidos. Um deles era um longo preto de um ombro só, com uma manga média, acinturado e soltinho até os pés. Experimentei e achei que ficou bom. Mas me olhando novamente no espelho vi meu bracinho que está magrinho e pelancudinho. Fiquei pensando nisso por um momento e depois cheguei a conclusão: dane-se! Mesmo com a pelanquinha, eu quero este. Na verdade sempre sonhei em usar um vestido de um ombro só e foi uma alegria poder comprá-lo.

 Acredito que a grande maioria das meninas que tiveram problemas de obesidade (não estou falando das gordinha não, estou falando de obesidade mesmo) já passou por essa sensação, de ter que ir a uma festa ou a um evento, ou simplesmente querer comprar uma roupa nova e não poder comprar algo que realmente te agrade. 

Seja porque não cabia, seja pela dececpão com as roupas pluz sizes que na grande maioria das vezes não são tão legais (recentemente as lojas plus size estão mais preocupadas em atender seus clientes com um look mais antenado com a moda e saem coleção super lindas) ou porque elas são terrivelmente caras.
 
Por isso fiquei tão feliz em  poder comprar uma roupa numa loja sem ser especializada, uma roupa que realmente me agradou, uma roupa com um preço normal, uma roupa que me senti bem. Sempre fui obesa, sempre comprei roupas que no me agradavam e o que parece tão normal, cotidiano, para tantas e tantas pessoas (isso de comprar um vestidinho), para mim é motivo de alegria e tem gostinho de recompensa.

 Voltando ao vestido, rsrsrs, a idéia é usá-lo no aniversário do meu irmão que é no final do mês. Então eu posto uma foto para vocês verem. O primeiro G, a gente nunca esquece.

Caindo a ficha


Semana passada estava conversando com meu namorado quando ele me disse que me notava um pouco triste. Depois de um silêncio momentâneo contei para ele de esta estranha sensação de tristeza que ainda sinto e que me sinto ainda pior porque aparentemente nada a justifica. Ele me escutou e depois me disse: - Você emagreceu bastante, mudou fisicamente, mas, mudou a sua vida?
Fiquei sem saber o que responder. Na verdade não tinha pensado nisso. Mas a pergunta dele me fez cair a ficha: mudei meu corpo, mudei a minha relação com a comida mas sem perceber, eu ainda não mudei minha vida. Então ficou bem claro, ainda está me faltando aprender a agir, a me movimentar, simplesmente aprender a viver.

quinta-feira, março 01, 2012

Estranha tristeza



Oi gente! Faz 4 meses que fiz a cirurgia e por algum motivo, que não descobri ainda, me sinto... triste. Acho isso tão estranho. Minha vida mudou bastante. 31 quilos eliminados nos ajudam a recuperar algumas coisas e nos dão força para olhar outras de maneira bem diferente. É verdade que já não me sinto como antes, aflita pela obesidade, mas a aflição continua aqui, guardadinha no meu peito. Depois de pensar sobre esta situação, nasceu em mim uma grande dúvida: eu achava que era triste por causa da obesidade, mas agora isso é passado e  eu ainda sinto isso aqui, no meu peito essa agonia. Então a verdadeira razão da tristeza não era a obesidade? Acontece que eu também fico brava comigo mesma, porque, aparantemente, eu não tenho motivos para estar assim triste. Ai, ai, ai! Coisinha mais complicada. Vou marcar com a psicóloga,  espero que ela me ajude a me entender melhor.

E no quarto mês...


Ontem (29/02) fui a minha consulta de 4 meses. Tudo está bem, massssss, preciso tomar novamente o remédio para proteger o estomagozinho porque já comecei a sentir um incômodo da gastrite leve. Também tenho que visitar a nutricionista esta semana porque a vitamina D está péssima e o cromo também (como assim cromo? rsrsrs). A perda de peso está excelente. De alguma maneira estranha eliminei em 4 meses o que deveria eliminar em 8 meses e fiquei bem orgulhosa. O lado ruim da coisa é que  ele me avisou que a partir de agora a eliminação vai ser bem lenta (1kg ou 1,5kg por mês). Isso me deixou um pouco incomodada porque sou uma pessoa ansiosa e ainda faltam mais de 10 quilos para atingir minha meta. Mas, tudo bem, me conformo porque tenho a esperança que a academia me ajude a perder um pouquinho mais, quem sabe 2 ou 3 quilos. A única coisa que me preocupa é que sinto um pouco triste, e as vezes me pergunto se essa tristeza tem alguma coisa a ver com cirurgia ou  se é coisa minha mesmo...