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terça-feira, agosto 20, 2013

Açúcar, o vilão.


O  tema que comentarei aqui hoje não é novidade, muito ao contrário: o açúcar pode ser um vilão, um grande sabotador. Você que já operou, que já perdeu e estabilizou o peso, tome muito cuidado com a ingestão de docinhos, refrigerantes (e álcool também).  Você que está em processo de emagrecimento, achou que ia te deixar de fora? Não! Você entra na lista também. A ingestão de açúcar (álcool) pode dificultar/sabotar seu processo de emagrecimento. 

Sabemos que em nossos novos minis estômagos não cabe grandes volumes de comida, pequenas quantidades nos dão a sensação e saciedade, porém, o doce (álcool) é tão traiçoeiro que ele não entra nessa regra. Já percebeu como você pode comer doce a vontade sem encher? Você enjoa, mas não enche. Daí é que vem o perigo, excesso de caloria vazia sabotando sorrateiramente nossas tão sonhadas pazes com a balança.

A regra de ouro é: se não quer ver todo seu esforço (lembra de todo o seu sofrimento pré e pós operatório?) jogados pelo ralo tome cuidado, evite. Faça substituições, tenha foco e disciplina e só se permita comer um docinho a vontade de vez em quando. Esse é o segredo, se deixar virar regra, rotina você vai colocar a perder tudo. 

Tá me achando terrorista hoje? Ando mesmo. Uma das coisas que meu médico me avisou lá atrás, há quase dois anos, e estou sentindo na pele agora foi sobre a ingestão de doces. Na época isso foi o que menos me preocupou porque antes de operar eu não dava bola para doce não. Durante o processo de emagrecimento não tive problema nenhum, pois o doce não estava presente na dieta. O drama explodiu agora já que agora me transformei numa formiga, numa devoradora de doces. Sinto uma necessidade enorme e constante de ingerir doces e isso tem me chateado demais. Chocolate então, nem conto, abafa o caso... O caso é que isso pode se transformar num problemão se não estivermos no controle da situação. O problema é deixar a situação sob controle...

Nem vou mencionar o fato de estar morrendo de medo de despertar o monstro compulsivo, devorador que tenho em mim e que anda adormecido há quase dois anos. Ai, ai, ai. 

O lado positivo que percebi, ao vivenciar essa situação, é que detectei a situação antes de começar a subir de peso e posso utilizar isso a meu favor. O lado negativo é que sempre fui fraca para comida, rsrs. Brincadeira a parte fica o alerta e a dica.

quarta-feira, julho 24, 2013

Laila

''Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade''

Quando tive a oportunidade de ir, por primeira vez, conhecer minha sogra, que mora em uma cidade próxima a minha, conheci também a Laila. Quando cheguei a casa, ainda admirada com o belo jardim que a senhora cultivava, e também logo após os tímidos cumprimentos a dona da casa, percebi que uma linda cocker spaniel me cheirava. 

Encantada com ela me abaixei e a chamei para fazer-lhe um carinho, porém, o máximo que ela fazia era se aproximar para me cheirar se afastando logo em seguida para seguir me observando a distância. A dona da casa, me confidenciou que estava surpreendida com fato de Laila não ter latido para mim, ela latia para todos. Mas o que ficou bastante claro para mim, nesse primeiro encontro, foi o fato de que Laila era o tipo de cadelinha que tem que ter o carinho conquistado.

Na segunda vez que voltei a casa de minha sogra, novamente tentei me aproximar de Laila. A chamava e me agachava, incentivando-a a se aproximar. Porém, apesar da minha tentativa de fazer amizade ela só me observava sem se deixar acariciar. Ela até abanava o rabinho, demonstrando sinais de simpatia, porém, não de uma amizade.

Um tempo depois, quando novamente tive a oportunidade de visitar minha sogra, já estava convencida de que Laila era o tipo de animal que se demora a conquistar a confiança e  que portanto levaria um longo tempo até que ela me permitisse tocá-la.

Nessa viagem, em uma manhã, tive uma discussão com meu namorado. Contrariando minha natureza chorona, segurei as lágrimas. Com o passar das horas, a irritação ia cedendo, mesmo assim ainda me sentia inquieta. A tarde, após o almoço, ainda me sentindo sufocada, decidi dar uma volta pelas ruas próximas, necessitava  me distrair, desfazer aquelas más impressões. 

No meio do caminho, encontrei uma pequena livraria e fui atendida por um senhor muito atencioso a carismático. Conversamos por um tempo a após comprar alguns livros, voltei para casa.

Ainda me sentindo agoniada pela situação ocorrida na manhã, decidi ficar no jardim lendo um pouco. Me sentei num cantinho do jardim. Percebi que ainda me sentia magoada. Nesse momento então, certificando-me que me encontrava sozinha, não contive mais as lágrimas e as deixei que escapassem livremente.

Acredito que permaneci mais ou menos uma hora, sentada no jardim chorando. Quando a Laila (que também estava no jardim dormindo) me notou chorando começou a latir. Pela primeira vez latiu para mim. Pedi a ela que não o fizesse, pois acordaria minha sogra que descansava na sala. Porém ela continuou latindo e eu permaneci sentada, deixando as lágrimas saírem, escutando-a latir. Em certo momento, ela percebendo que não conseguia com os latidos, desviar minha atenção para que parasse de chorar, se aproximou lentamente e sentou pertinho de mim.

Eu ainda me encontrava com a cabeça baixa quando a escutei chorar também. Assustada ergui a cabeça e a olhei. Ela também estava chorando! Fiquei por alguns segundos olhando para ela. Fiquei tão pasma com a cena que parei de chorar, inacreditavelmente a Laila também... Como estava próxima a mim, passado o susto inicial, a chamei, e nesse momento, por primeira vez, ela me permitiu que a acariciasse. Me senti muito emocionada com a cena. Enquanto acariciava seu pelos delicadamente, Laila me olhava docilmente.

Na verdade eu não sei exatamente o que aconteceu naquele dia, me pergunto se a Laila teria notado minha tristeza e demonstrado solidariedade. Seria possível isso? Só sei que depois desse momento, entre nós duas nasceu uma amizade.

Alguns minutos depois desse fato minha sogra apareceu no jardim, me procurando para lanchar. Percebeu minhas lágrimas, porém eu as neguei. Não queria que ela soubesse, não por nenhum motivo especial, mas porque não queria preocupá-la com aquele tema. E o namorado? Fizemos as pazes naquele mesmo dia. Não comentei com ninguém o ocorrido com Laila, talvez por medo de que ninguém acreditasse, na verdade não importava muito isso, meu coração sabia bem o que havia acontecido.

Nem sempre na vida vivemos um mar de rosas, mas com certeza a vida, mesmo em meio a tristeza, sempre dá um jeitinho de nos mostrar que nunca estamos sós, só precisamos estar mais atentos aos sinais. Muitas vezes em pequenos gestos podemos encontrar (gerar) grandes emoções, e lembranças especiais que sempre levaremos em nossos corações.

Já fazia tempo que eu tinha um olhar diferente sobre os animais nossos irmãozinhos menores, para mim nunca os considerei somente animais. Porém, são esses pequenos acontecimentos que fazem a ter uma certeza muito maior de que eles são verdadeiros presentes de Deus, anjos em nossas vidas.

terça-feira, junho 04, 2013

Bari...frio!

Oi, oi, oi, bariamiga(o)s!

E não é que junho chegou arretado mesmo, rsrs. Que frio! Ou meu melhor, que barifrio. Antes de operar não sentia esse frio todo não. Agora o sistema é bruto, sinto frio constantemente. O que me consola um pouco é que parece que não sou a única não, vejo muitos operados falando do mesmo firo. O jeito é se agasalhar bem, rsrs.

Mas o mês de junho não se resume só ao frio não. É também o mês das festinhas juninas que adoooroooo, acho tudo de bom. Tem o dia dos namorados... E tem, para as moças casadoiras, até o dia de Santo Antônio, rss, (brincadeira gente, rsrs). 

Mas deixando o caríssimo Santo Antônio em paz, rsrs... esse mês também é o que farei a revisão de um ano e oito meses de gastro. Quase dois anos já, nem acredito. Consulta marcada com o cirurgião para o dia 15. O que posso dizer é que meu peso está estabilizado em 69 quilos. Não é o que eu queria, mas como ainda tenho plásticas a fazer acredito que acabarei com meus sonhados 66 quilos, rsrs. 

Também posso dizer que notei que agora eu virei uma formiga. Preciso cuidar muito disso, pois tenho sentido grande necessidade de comer doces e eles sabotam tudo, quando ingeridos de maneira excessiva. No mais, a dieta vai bem, mas não nego que pode melhor mais. 

Outra coisa: não é sempre, geralmente quando passo por momentos de tensão ou ansiedade, mas tenho sentido dorezinhas do estômago. Conhecendo um pouco meu médico, com certeza terei que fazer endoscopia. 

No mais, vamos que vamos, continuar nossas caminhadas que ora são leves, ora são íngremes, mas que definitivamente nos levam sempre a caminhos sempre melhores. 

Espero que vocês postem fotos dos arraiás d'ocês, rsrs.  Uma beijoca.



sexta-feira, maio 03, 2013

Começando a segunda etapa

Bariamigas,

Por que será que o ser humano nunca está satisfeito com o que tem? Por que tantas vezes somos assim, nunca nos contentamos? Talvez isso até seja bom se direcionado para um bom lado, nos impulsiona a mudar, a crescer. Mas também tem um lado negativo quando não bem orientado. Estou passando por essa insatisfação e me sinto bastante chateada. Antes me sentia muito mal pela obesidade, agora pelas pelancas. Ando me sentindo tão estranha e não queria me sentir assim. Queria simplesmente só me sentir bem, afinal, estou bem, estou saudável. Que chatice! Por que sou assim? 

Hoje li um post de uma lindinha aqui da blogosfera que falava sobre essa obsessão por perfeição e fiquei pensando se ando me encaixando nisso. Meninas, emagreci 54 quilos, emagreci tanto, mas tanto que até meus seios perdi.Tenho um ano e sete meses de operada. E agora quando me olho no espelho me sinto tão estranha, sem forma. Será que ser saudável não basta? Ah... sei lá, sou complicada mesmo...


Será que minha cabeça anda tão influenciada assim pelos padrões de beleza atuais? Isso me preocupa demais. Preocupa porque se eu me permitir entrar nessa onda vou pirar. Vivemos num mundo onde nunca nos achamos suficientemente bons em nada, sempre buscando o mais e o melhor. Influenciados por isso vivemos ansiosos, depressivos, doentes. Na verdade deveríamos andar mais preocupados em sermos nós mesmos e vivermos bem.


Mas ando incomodada demais com as peles. Seria isso normal ou não? Tenho me questionado muito sobre isso. Nessa agonia minha marquei consulta com o cirurgião plástico. É agora dia 06. Vamos ver o que ele tem a me dizer depois de escutar essas minhas doideiras (e vou contar tudinho mesmo). A minha ideia é falar com ele sobre retirar a pele da barriga e colocar um peitinho, rsrs. 

Em breve volto para contar como foi o resultado. (: