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terça-feira, outubro 12, 2010

O amor nunca se perde

Recebi esse texto e adorei. Compartilho. 

Ele era um adolescente que acabara de ser dispensado pela namorada. Durante três anos, eles tinham compartilhado amigos e lugares favoritos. Agora, no último ano do segundo grau ele estava só. Ela conhecera, durante as férias, um outro garoto pelo qual se apaixonara.
Mike se sentia como a última das criaturas na face da terra. No treino de futebol, ele deixou escapar alguns passes e, pela primeira vez, sofreu várias faltas. Mal acabou o treino, lhe disseram que deveria comparecer ao escritório do treinador.
- E então, filho? Garota, família ou escola, qual dessas coisas está lhe incomodando?
- Garota,  foi a resposta de Mike. 
- Como o senhor adivinhou?
- Mike, sou treinador de futebol desde antes de você nascer e todas as vezes que vejo um craque jogar como um novato do time reserva, o motivo é um desses três.
Mike lhe falou que estava com muita raiva. Havia confiado na menina, dera a ela tudo o que tinha para dar e o que é que ganhou com isso?
 - Boa pergunta. Disse o treinador. O que foi que você ganhou com isso?
Tomou de várias folhas de papel e pediu a Mike que pensasse sobre o tempo que passou ao lado da moça. Que listasse todas as experiências boas e ruins que conseguisse lembrar. E saiu, dizendo que voltaria dentro de uma hora.
Mike começou a lembrar. Recordou do dia que a convidou para sair pela primeira vez e ela aceitou. Se não fosse pelo incentivo dela, ele jamais teria tentado uma vaga no time de futebol.
Pensou nas brigas que tiveram. Não lembrou todos os motivos pelos quais brigavam, mas lembrou-se de como se sentia feliz quando conseguiam conversar e resolver os problemas.
Foi assim que ele aprendeu a se comunicar e a buscar acordos.
Lembrou-se também de quando faziam as pazes. Era sempre a melhor parte.Lembrou-se de todas as vezes que ela o fez sentir-se forte, necessário e especial.
Encheu o papel com a história dos dois, das férias, das viagens feitas com a família, bailes da escola e tranqüilos piqueniques a dois.
E, na medida em que as folhas iam ficando escritas, ele se deu conta do quanto ela o ajudara a crescer e a se conhecer melhor. Ele teria sido uma pessoa diferente sem ela.
Quando uma hora mais tarde, o treinador retornou, Mike se fora. Deixou um bilhete sobre a mesa que dizia apenas:
“Treinador, obrigado pela lição. Acho que é verdade quando dizem que é melhor amar e perder do que jamais ter amado. A gente se vê no treino.”
* * *
O amor é sempre enriquecedor. Sua presença, por mais fugaz que seja, deixa vestígios positivos nas nossas vidas. Como a flor beijada pelo sol desabrocha em festa de cores, a criatura que recebe amor se repleta de riqueza interior. O amor engrandece a alma e clarifica a vida.

“O amor nunca se perde” de David J. Murcott, da obra Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Primavera

Flores ao vento, na cortina da janela, cores da primavera.
Alonso Alvarez

A primavera está chegando, em poucas semanas a cidade terá sua paisagem totalmente transformada, aos poucos os ipês, de todas as cores, irão florescer e enfeitar tudo, deixando-a encantadora. 
E nas tardes, já quase de noitinha, as chuvas virão avisar com sua suave carícia à natureza que chegou novamente o momento de despertar para um novo ciclo de nascimentos. 
É uma sensação inigualável poder observar essa sinfonia de vida. A primavera tem um encanto que nenhuma outra estação possui, além da exuberante beleza  e da alegria há nela uma lição única: é o momento de reflorescer.  
Acho que depois de tantos anos começa uma primavera na minha vida, no meu coração.

sábado, setembro 04, 2010

Que peso é esse que carregamos?


Resolvi falar da dor que não se cala, pois apesar de não conseguir falar, meu corpo carrega o peso, esse íntimo companheiro que não sei expressar.

É necessário aprendermos que não podemos carregar esses pesos emocionais, pois eles se instalam no corpo dilacerando nossa auto-estima, denunciando nossos erros e nossos fracassos.

Aprender que o não, existe para dizê-lo, não somente como um advérbio que enfeita as páginas do dicionário. Temos que aprender a falar o não posso, não quero, dando o seu sentido real, quando não podemos mais suportar carregar um peso temos sim que expressar um não. Perdemos a possibilidade da comunicação, não com o outro somente, mas principalmente consigo mesma.
A dor sinaliza o que não está bem, mas as travas e mordaças que criamos nos forçam a engolir agressões, perdas e sonhos, e nesse processo onde perdemos nosso porto seguro, na esperança de algo que nos alivie, que nos traga pelo menos por alguns minutos a doce sensação de satisfação, de colo, de aconchego, partimos desesperados a procura desse alento, sem pensar: “comida.”

É preciso colocar para fora, vomitar esses produtos indigestos que se acumulam dentro de si, deixando-a engasgada, nauseada e que por falta de opção, funde ao seu corpo, deixando pesado, lento e incomodado.
O tempo todo precisamos fazer escolhas, rever decisões, desde as mais simples até as mais complexas, projetando assim o futuro que realmente queremos alcançar.

Você é o sujeito dessa história, responsável por carregar ou não essas pendências. A você deve explicações, respostas e justificativas. Pensar que a vida poderia ser diferente, desejar realmente que as coisas se transformem, isso tudo somente é possível quando se assume que pode mudar seus comportamentos, pensamentos, pois só desejar… aí minha cara amiga, você vai sentir-se cada vez mais pesada.

Psicóloga Luciana Kotaka
CRP – 08/06502-1
Especialista em Obesidade eTranstornos Alimentares
Curitiba – PR
http://blog.comportamentomagro.com.br 

O diário alimentar – parte II


E não é que por fim consegui preencher o diário alimentar. O melhor de tudo é que ele não era o bicho papão que eu pensava.

Anotei durante seis dias todas as refeições que fiz, a hora que comia, o tempo que gastava em cada refeição, o que comia, a quantidade e como me sentia antes e depois das refeições.

Para mim o resultado foi positivo. O que me impressionou muito foi que ao ter que me observar, acabei descobrindo que nunca tive o cuidado (ou interesse) de me observar, vivia no “automático”.

Senti um “choque” ao tomar consciência da quantidade exata do como. Me assustei um pouco. Mas passado o choque, eu já estava tentando modificar algumas coisas que começaram a me incomodar.

Em poucos dias, quando eu ia comer alguma coisa eu parava um minuto, pensava nas coisas que já havia comido, na quantidade, tentava ter certeza que estava com fome e que aquilo que eu ia comer tinha qualidade e só depois comia. Saí do “comer automático”.

Algumas coisas que  descobri com o diário:

Anotando o tempo que se leva para ingerir as refeições você pode observar a mastigação.  É importante observar a mastigação porque ela está diretamente ligada ao sentimento de saciedade, assim, quanto mais mastigamos mais saciados nos sentimos e tendemos a comer menos. Mas vou confessar, é um saco mastigar muito, dá uma agonia danada, e até se acostumar leva um tempo.

Anotando os horários pode-se observar se você é “beslicador”, se costuma pular refeições, se passa muitas horas sem comer, etc.

Anotar a quantidade e o que se ingere te ajuda a ter noção da qualidade e das modificações que você pode fazer na quantidade.

Anotar os sentimentos antes e depois de comer é essencial porque você pode, como aconteceu comigo, descobrir que come automaticamente, por ansiedade, tristeza, e muitas vezes sem fome.  

Bom, a idéia do diário me agradou muito, me ajudou bastante, e vou continuar usando até me habituar a me observar.  

Vou deixar aqui um exemplo do diário para baixar. Quem quiser em formato pdf é só pedir por e-mail. Espero que ajude.