sexta-feira, junho 18, 2010

A dona da história



O ponteiro do relógio marca 13:00 horas. Estou sentada na sala de espera de um consultório. Este será nosso primeiro encontro. Me sinto nervosa, ansiosa. Não faz tanto tempo assim que decidi mudar... Na verdade nem sei como aconteceu.
Já fazia alguns anos que minhas dores se tornaram tão intensas que me paralisaram. Havia me tornado uma espectadora apática da minha própria vida. Tantas coisas passaram por mim... não cultivava mais nem os sonhos. Queria me esconder, anular, simplesmente não ser.
Não sei explicar exatamente como aconteceu. Só sei que pude olhar para mim, para minha vida que passava rápido. Valia a pena seguir assim? Poderia deixar minha vida passar desta maneira? Não, foi a resposta vibrante de minha alma. Nãoo!
Naquele momento nasceu um sonho, talvez mais que um sonho, uma necessidade, um anseio, muito vivo, forte. Lutaria e seria a protagonista da minha vida. Estaria despertando enfim?
Minhas divagações foram interrompidas por uma simpática voz que me chamava. A acompanhei até a outra sala e lá eu tive a certeza que a caminhada começava e não voltaria atrás. Junto a essa mão amiga eu voltaria a ser a dona da minha história.

Um comentário:

  1. E quando se navega do outro lado do tempo, sempre viajando contra o vento...

    Tendo o tempo inteiro a tempestade da vida se lançando contra o rosto, ardendo todos os atritos dos momentos marcantes da vida...

    Nadando rio acima, para não ser arrastada pela correnteza e ser cortada pelas pedras do rio.

    O rio é a vida, as pedras é cada pessoa que passou por ela.

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