terça-feira, maio 10, 2011

Polissonografia


Quando visitei o pneumologista, há dois meses atrás, um dos exames que ele pediu foi a polissonografia. Eu já tinha ouvido falar sobre este exame, mas não sabia exatamente o que ele investigava.  É um exame super chatinho de se fazer, mas não dói nada (o que dói pra caramba é a gasometria arterial, aff!). Digo que é chatinho porque você dorme num laboratório, ligada a vários sensores, 100% monitorada e sem a menor chance de dormir livremente.

Mas, para mim, a coisa que mais incomodou, definitivamente, foi colar os eletrodos na cabeça. Eles passam uma espécie de cola no couro cabeludo e no cabelo para fixar os eletrodos. Para tirar esta cola é um terror, principalmente se você tem muito cabelo. Quando cheguei em casa, tive que passar um óleo capilar para amolecer a danada da cola, mas a tarefa não foi nada simples. Mesmo com o óleo, a cola não saiu quase nada, e ficou no meu cabelo por vários dias. Pentear era dolorido, porque, por mais que eu tivesse arrancado a cola, ainda ficou um quilo grudada e quando a cola decidia desgrudar sozinha ficava parecendo umas caspas gigantes.  Resultado: coisa mais horrorosa.
Bom, mas eu estou desviando o tema. A polissonografia investiga o sono e suas variáveis fisiológicas (registra de maneira complexa a atividade elétrica cerebral, a respiração, sinais indicativos de relaxamento muscular, movimentos oculares, oxigenação sanguínea, batimento cardíaco e outros). Através deste exame pode-se identificar várias doenças e distúrbios do sono (bruxismo, fibromialgia, insônia, sonambulismo, terror noturno, apnéia e outros).
No meu exame foi diagnosticada apnéia grave.  A apnéia de sono é uma perturbação caracterizada por paragens respiratórias com duração superior a 10 segundos que se repetem durante a noite e é significativa se acontecer mais de cinco vezes por hora. A minha apnéia tem a incrível marca de  38 vezes por hora, ou seja, MEU DEUS!!!
Alguns sintomas noturnos da apnéia são: 1) ronco alto; 2) paradas respiratórias; 3) engasgos; 4) sono agitado; 5) várias interrupções no sono para urinar. Os sintomas diurnos são: 1) sono não reparador 2) acorda-se cansado; 3) sonolência diurna; 4) memória fraca e dificuldade de concentração; 5) impotência ou diminuição da libido; 6) boca seca ao acordar; 7) cefaléia matinal; 8) irritabilidade.
Já fazia um tempão que realmente sentia a maioria destes sintomas, me sentia cansada o dia inteiro. Esgotada mesmo. Um sono que não passava nunca. Mas eu não entendia o motivo. Pensei que devido à obesidade eu sentia estas coisas.
Há um três anos atrás, quando eu ainda estava na reta final da faculdade, eu atingi meu peso máximo (120 kg) foi quando comecei a sentir estes sintomas. E não era só cansaço, nos últimos semestres sentia uma dificuldade enorme de acompanhar as aulas, me concentrar, estudar.
Fiquei assustada com o resultado do exame, estou assustada porque em cada especialidade médica que visito descubro um problema causado por minha obesidade. Para mim, agora, a perda dos 8 quilos, tornou-se mais essencial do que nunca. Fazer a cirurgia também.
O pneumologista pediu outra polissonografia, desta vez pediu para fazer o exame usando um aparelho chamado CPAP. Disse usarei o o aparelho antes e depois da cirurgia, questão de segurança.
E sábado, lá vou eu refazer o exame, e me preparar para passar a semana toda tentando tirar a bendita cola do cabelo.

2 comentários:

  1. Vamos lá amiga, força sempre!!!Bjos...

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  2. estou torcendo por vc estou sempre que posso lhe acompanhando prima FORÇA !

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