terça-feira, julho 27, 2010

Enquanto isso no meu coração...

A vida é feita de escolhas e isto não nenhuma novidade. Quando optamos por um caminho conseqüentemente deixamos outro (ou outros) para trás. Talvez seja por isso que às vezes nos parece um pouco difícil fazer determinadas escolhas.

Nas questões do coração estas decisões são mais custosas, pois neste particular tudo nos parece mais intenso. O amor nos deixa com essa estranha sensação, de que não importa quanta experiência acumulamos, basta que um novo amor nos tome o coração que nada de nossa bagagem sentimental nos serve, é tudo novo de novo (e exatamente como diz a canção) vamos nos jogar onde já caímos.Neste aspecto não existe nada que nos indique o caminho “correto”, talvez nem existam caminhos corretos no amor. 
E foi assim, sem bússola que tomei minha decisão e escolhi um caminho. De vez em quando ainda olho para trás, mas a encruzilhada já está muito distante... aos poucos o tempo vai fazendo o seu papel e o velho vai ficando definitivamente para trás, aos poucos novas paisagens vão surgindo...

terça-feira, julho 20, 2010

Para se conhecer as borboletas


Sempre que me sinto triste releio O Pequeno Príncipe. E toda vez é como se fosse a primeira vez...  e sempre acabo encontrando uma poesia que ainda não havia percebido, é mágico! A poesia do texto, para mim, é tão encantadora, toca tanto meu coração que me  faz sentir , de maneira quase automática que tudo, tudo, tudo pode ser muito melhor. E na verdade pode... só é preciso que se suporte duas ou três larvas para se conhecer as borboletas... E elas são lindas!

sábado, julho 10, 2010

A danada da mágoa


Taí uma coisa que estou aprendendo aos poucos, mágoa não é para ser guardada, muito menos para ser afogada, pior ainda é tentar afogá-las comendo.


terça-feira, julho 06, 2010

O diário alimentar

J
á vai fazer um mês que a psicóloga me pediu para eu preencher um diário alimentar. Preencher este diário é simples, durante seis dias você anota, de forma fidedigna, todas as refeições que você faz (a hora e o que você comeu, a quantidade e como se sente antes e depois das refeições).

O diário me foi proposto como um meio para que eu começasse a me observar. Observar a mastigação, a quantidade e qualidade dos alimentos que ingiro, e os sentimentos envolvidos. Mas essa tarefa aparentemente tão fácil me causa ansiedade danada e ainda não consegui começar o diário. Vê se pode??? Medo de um diário!!!  Ninguém merece! Uff! Acho que estou com medo de ver a extensão de minha compulsão alimentar.

quinta-feira, julho 01, 2010

Quadrinhos

Teste de Personalidade: Quem é você?

Responda as perguntas abaixo e descubra quais são os seus níveis de extroversão, neuroticismo, consciência, afabilidade e abertura à experiência.

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Fonte: Revista Super Interessante 
super.abril.com.br

O preço da obesidade na minha vida



Estou em fase pré-operatória para realizar a gastroplastia. Ao contrário do que muitos pensam, quando se opta por fazê-la não se opta por ser o caminho mais “fácil e rápido” para emagrecer. Garanto que não. A questão é mais complexa e envolve muito mais as que o ato cirúrgico.

Sou obesa desde a infância, tive uma adolescência complicada e há mais ou menos cinco anos minha vida está paralisada. Fiz diversos tratamentos médicos. Quando percebi que quanto mais o tempo passava, mais as coisas se complicavam na minha cabeça, decidi pedir ajuda.

Com um auxilio especializado pude enxergar que estava presa num circulo vicioso, comia porque me sentia triste e ficava triste porque comia. E pior, descobri que a comida, nos últimos anos, tinha sido meu único prazer. Triste, não é? Mas sabe o pior? É um prazer-dor, pesa mais como dor, não como um prazer.

Comer compulsivamente me fez esquecer, por muito tempo, que a vida tinha outros prazeres, e que eu podia (e queria) usufruir deles. Demorou um longo tempo até eu perceber o preço da obesidade em minha vida.  A conta era alta e já fazia muito tempo que estava pagando.
Quando decidi fazer a cirurgia a proposta foi a de usá-la como uma ferramenta de reconstrução de hábitos. E no meu caso, tive que começar esta mudança pela parte psicológica. Mudar dá trabalho, às vezes dói, mas a gente acaba descobrindo que aos poucos conseguimos. 

Paralelamente vem a mudança no cardápio. Esta também é gradual. Mas também é uma mudança trabalhosa (se você é obeso, sabe muito bem do que eu estou falando). Não é fácil se desvencilhar de hábitos aos quais você está condicionado há muito tempo.
Antes de perceber tudo isso e iniciar esse processo de mudança, eu sentia uma pena danada de mim. Sentia pena porque percebia que perdia muitas coisas (tempo, oportunidades, saúde, paz, amores, minha vida) e me sentia muito infeliz. Essa auto-piedade só começou a ir embora quando me propus a fazer o que jamais havia feito: cuidar de mim. Enfim pude enxergar que eu se começasse a tomar conta de mim com carinho, fé e dedicação, eu poderia ir muito longe, eu poderia muito mais, bastava começar a tentar.