sexta-feira, novembro 07, 2014

O vendedor de aventais

Uma experiência real, ocorrida hoje que gostaria de dividir com vocês.
Hoje quase toda minha família se reuniu na casa de meus pais na hora do almoço. Após almoçarmos nos sentamos na varanda para prosear um pouco. Fazia um intenso calor naquele horário, um pouco após as 13h. Foi nesse contexto que vi, um homem descendo a rua, cantando alegremente. Cantando alguma música que não pude identificar, ele parou em frente a nossa casa. Demonstrando claros sinais de alegria e também uma simpatia cativante explicou que estava vendendo aventais. O motivo? Estava se tratando de um câncer e em meio ao tratamento vendia os aventais para auxiliar a renda da família. Mesmo sem ser interrogado, tentou demonstrar a veracidade de sua afirmação, retirou o boné e nos mostrou marcas de cirurgia recente, testemunho incontestável da luta que atravessava. Todos ficamos calados, acredito que mergulhados em graves reflexões. E foi em respeito ao esforço, em respeito a alegria e em respeito a lição que estávamos recebendo naquele momento daquele homem, que o avental foi adquirido.

Nós, muitas vezes, temos o hábito de reclamar da vida, eternos insatisfeitos, acreditando-nos sempre vítimas ou injustiçados, incapacitados ou infelizes. Mas basta parar só por um minuto e prestar atenção ao ocorre ao nosso redor, nas lutas e provações que nosso próximo atravessa, em sua dor. Um homem em meio a uma batalha com um câncer, recém operado, estava alegremente, sob um sol escaldante trabalhando para contribuir de alguma maneira com o sustento e bem estar de sua família. Reclamação? Ele não tinha tempo, ele estava ocupado demais, agradecido demais, alegre demais para pensar em murmúrio. Para o momento que estou vivendo, Deus não poderia me dar mais bela lição.

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